25
Jan 2018

Hiperatividade infantil: saiba como pais e professores podem fazer um pré-diagnóstico e como lidar com as crianças

De extremos ao “estar a mil por hora” ou “com a cabeça no mundo da lua” vivem as crianças que são diagnosticadas com hiperatividade infantil. São sinais desde inquietação frequente, tendência a falar sem parar, até dificuldade de se concentrar nas lições de casa e nas atividades em grupo. Nesses casos,  os pais e professores devem ficar em alerta sobre a saúde da criança, se é algo que precisa impor limites, ou um problema mais sério como a hiperatividade, o TDAH – Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. 

É preciso entender que nem todas as crianças são hiperativas, muitas vezes, é a própria personalidade dela ou está passando por uma fase de mais agitação ou distração. “É importante ressaltar que o TDAH é um transtorno neurobiológico, que ocorre na família e tem um forte componente biológico genético. Por isso, é muito comum em uma família que haja o diagnóstico de primos e tios, ou até que ocorra o diagnóstico de pais quando se está investigando a criança com TDAH”, explica o doutor Gustavo Texeira, médico especialista em psiquiatria da infância e adolescência, professor visitante do Departamento de Educação da Bridgeswater State University (EUA) e editor-chefe do site Comportamento Infantil.

Para se entender um pouco da complexidade em relação ao diagnóstico de crianças com TDAH, normalmente a criança manifesta pelo menos seis sintomas de hiperatividade - impulsividade ou desatenção - tais como falta de atenção àquilo que se diz a ela, relutância em iniciar uma tarefa que exija grande esforço mental, tendência à distração, perda de objetos com frequência, dificuldade de esperar por sua vez em atividades em grupo, impaciência em permanecer sentado, vontade de subir nas coisas o tempo todo, tendência a interromper os outros ou seus próprios pensamentos, costume em responder às perguntas antes que terminar de ouvi-las, falar muito até perder o fôlego, deixar atividades inacabadas, dentre outros – e só a partir de consultas médicas é possível o diagnóstico assertivo e acompanhamento adequado.

 Para os pais e professores, valem dicas preciosas de como lidar com o problema no dia a dia com crianças hiperativas:

- Faça uma listinha das atividades de cada um e deixe acessível para que possam consultá-la sempre que se distraírem;

- Dê atenção ao que elas dizem, escutando e tentando entender o motivo da distração ou impulsividade;

- Invente sempre uma brincadeira nova, pois crianças com esse perfil, precisam se sentir estimuladas diariamente com novidades;

- Evite dar várias ordens ao mesmo tempo ou passar muita informação, dificultando que a criança absorva tudo de uma vez;

- Elogie sempre que ela fizer algo corretamente. É importante que ela se sinta reconhecida e saiba quando está acertando;

- Prepare um cantinho para os estudos;

- Imponha horários para cada atividade, como brincar, estudar, tomar banho e dormir.

-Evite aparelhos eletrônicos, como televisão e tablet no quarto das crianças. Assim evita que o estímulo nos momentos em que deve descansar ou se concentrar.

Os pais e a escola devem estar lado a lado no momento de descoberta e acompanhamento da hiperatividade infantil. Os resultados tendem a ser melhores quando unidos em prol da melhoria da saúde física e mental das crianças. E lembre-se sempre que a orientação médica é fundamental.

 
 



Fonte: Instituto MRV
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