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Oct 2017

Oito aspectos importantes na análise do processo pedagógico do seu filho

O desenvolvimento pedagógico sofre muito impacto em crianças de zero a seis anos. Pesquisadores comprovaram que é nos três primeiros anos de vida que o indivíduo alcança o ápice do aprendizado da linguagem, memória e atenção, que são essenciais para a vida toda. A criança faz conexões cerebrais e a falta de estímulos nessa fase impacta diretamente no aprendizado, sendo mais difícil aprender após essa idade.  Por isso, é fundamental que a  rede de educação atenda essas necessidades para levar nossas crianças adiante, no desempenho escolar e emocional. Por isso, listamos oito pontos importantes levantados por especialistas, que devem ser observados na escola dos filhos, veja abaixo: 

1) Brincadeiras e estímulos fazem parte do aprendizado, crianças não devem ficar à toa

A escola é o local mais adequado para as crianças explorarem os sons, diferentes materiais, histórias e fantasias. Atividades individuais e coletivas incentivam os sentidos e experiências, que despertam curiosidade sobre temas, práticas e ideias. A escola deve ter um cronograma que provoque intencionalmente os estímulos, passar o dia dormindo e vendo TV prejudica o desenvolvimento da criança, já que não influencia as experiências. 

2) A criança deve gostar de ir à escola

O principal aspecto que deve ser observado, independente do método da escola, é se a criança está gostando de ir à escola e se não está se irritando exageradamente. Isso pode acarretar num grande risco ao aprendizado. Esse aspecto está diretamente ligado às atividades enriquecedoras e aos professores afetuosos. É necessário que o professor tenha uma presença alegre, amorosa e saiba ensinar de maneira afetuosa. Em contrapartida, deve haver também uma rotatividade de profissionais, a fim de evitar que eles se tornem referência afetiva para as crianças menores. 

3) O ambiente escolar (espaço, brinquedos e livros)

O ambiente pré-escolar deve ser aconchegante e acessível às crianças e mais importante que a instalação em si são os estímulos que ela proporciona. Um jardim de infância pode oferecer a chance de contato com a natureza, porém, a ausência desse espaço pode ser compensada de outras formas, como a construção de cenários, visitas à praças e parques, uso de fantoches e tendas. Deve haver ainda uma combinação de brinquedos tradicionais (bonecas e jogos) com os materiais não estruturados (caixas e tecidos). Esses materiais dão uma liberdade de criação maior e os livros infantis são cruciais quando combinados com rodas e projetos de leitura.

4) Projeto pedagógico 

É essencial que escolas e creches tenham um projeto pedagógico, ou seja, deve haver uma metodologia para orientar as atividades oferecidas. Os professores devem planejar as experiências de cada semana, linguagens, sons, arte e literatura, sem abandonar as brincadeiras. Além disso, eles devem registrar os resultados de cada aluno com cada atividade.

5) Oferecer liberdade e autonomia

Atividades em grupo são muito importantes para o desenvolvimento da criança, bem como os momentos em que ela tem opção de escolher entre uma aquarela para pintar ou um livro para ler. Dessa forma, damos liberdade e autonomia ao indivíduo. Outra forma de estímulo é permitir que ela comece a tentar se servir, no caso de crianças de dois ou três anos. Durante as atividades em grupo é importante ficar atento se ela está ou não participando da atividade e tentar entender o porquê. É preciso entender a singularidade de cada uma, uma vez que cada individuo vivencia a experiência a seu modo. 

6) Educadores qualificados

Por lei, os educadores precisam ser formados em pedagogia, além de uma formação específica e vivências práticas para lidar com crianças na faixa etária de zero a seis anos. O professor deve buscar elementos que vão aguçar o imaginário da criança. Dados mostram que a vivência prática tem mais efeito do que o diploma. Outro fator que o Ministério da Educação recomenda como parâmetro de qualidade é a quantidade de educadores. Na faixa etária de zero a dois anos, deve haver seis a oito crianças para cada educador, aos três, quinze crianças para cada educador e a partir de quatro, vinte crianças para cada educador. 

7) As escolas devem abrir espaço para as tecnologias?

De acordo com especialistas, entende-se que ainda é muito cedo para isso. O uso nessa idade pode impedir que a criança tenha a possibilidade de viver o tempo da infância. Por isso, as escolas preferem usar as mídias de forma diferente, utilizando lupas, lanternas e projetores para fazer mímicas. A criança deve receber vários estímulos e não apenas um, como é o caso da TV, por isso, dizem que ela faz mal. Além disso, estudos mostram que crianças pequenas aprendem muito pouco com a exposição à TV. A tecnologia deve ser usada como um instrumento de auxilio à aprendizagem, tendo um peso muito menor do que a interação humana.

8) Convivência 

A escola deve ser um local de convivência e inclusão. A educação infantil, nesse aspecto, abrange uma visão plural de mundo, onde haja respeito entre as pessoas, contextos e culturas. Com isso, a escola acaba se tornando um importante elemento que contribui no combate ao preconceito e à desigualdade de gênero. Além disso, o relacionamento com crianças deficientes físicas ou autistas pode enriquecer o convívio mútuo dos indivíduos. Na educação infantil o aspecto mais evidenciado é o que a criança tem como potência e não a sua deficiência, uma vez que ela vive as mesmas experiências que as demais e assim vai superando a deficiência, pois está num espaço de convívio onde a igualdade prevalece.  

 

 




Fonte: Instituto MRV
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