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Apr 2018

Sinais de abuso sexual em crianças: saiba identificá-los

Segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), casos de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes são mais comuns do que se imagina.  E, dentro desses casos, 70% das vítimas de estupro do país são menores de idade. 

São informações, sem dúvida, alarmantes, e que requerem atenção constante de pais e educadores. Todos querem saber identificar os sinais de que seus filhos e familiares possam estar sofrendo alguma violência sexual. E, de fato, geralmente não é um único sinal, mas um conjunto de indicadores que apontam para isso. A criança e o adolescente sempre falam, mas não necessariamente por palavras.

Se há uma possível mudança repentina no padrão de comportamento das crianças, é bom ficar alerta. Medos que não tinham antes, como do escuro, de ficar sozinha ou perto de certas pessoas são exemplos bons. Se o pequeno era extrovertido e ficou introvertido ou muito agressivo é outro sinal, assim como se evita contato físico com as pessoas e prefere se isolar.   

Rejeição especificamente a uma pessoa, possivelmente o abusador, também conta – afinal, a maioria dos abusos acontece com pessoas da família (no Brasil, são 95% dos casos). A criança pode manifestar pânico quando está perto dela. A rejeição também pode vir de uma atividade extracurricular, de visitar alguém ou até de voltar para casa depois da escola. 

É importante, por isso, prestar atenção em aproximações excessivas de alguém em relação à criança: observe se, em reuniões e festas na casa de algum parente, ela ”desaparece” brincando com um tio ou primo mais velho, sem outra supervisão.  

Outro indicativo é voltar a ter comportamentos comuns a idades inferiores, como fazer xixi na cama, chupar o dedo, ter medo de dormir sozinho ou chorar sem motivo aparente. As vítimas ora podem apresentar também alterações nos hábitos alimentares, falta de concentração nos estudos e mesmo uma forma nova de se vestir. 

Outras suspeitas: perceba se a criança já desenhou genitálias sem nunca ter falado sobre sexualidade, ou se faz brincadeiras envolvendo esse assunto. 

Caso vários desses itens sejam familiares, a primeira coisa a se fazer é procurar ajuda de um especialista para orientar o caso. É sempre aconselhável também, dependendo da situação, acionar o Sistema de Garantia de Direitos, por meio do Conselho Tutelar, Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) ou Vara da Infância e da Juventude. 



Fonte: Instituto MRV
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