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Apr 2018

Você tem um papel importante na vida da criança com dislexia

Identificar a dislexia logo cedo é relativamente fácil, já que ela se caracteriza por dificuldades na leitura e na escrita (cálculos também estão inclusos). No entanto, cada caso é um caso único e, por esse motivo, buscar ajuda de um psicopedagogo é fundamental. É esse profissional que irá diagnosticar precisamente a criança e identificar em qual nível da doença ela está, traçando estratégias coerentes para lidar com ela, seja em casa ou na escola, e se é necessário realizar alguns exames clínicos ou ter acompanhamento de fonoaudiólogo. Além desse tipo de tratamento, existem inúmeras atividades práticas para trabalhar a dislexia, que podem ser feitas pelos próprios pais para ajudar os filhos a compreender melhor o aprendizado.

Conheça algumas delas:

- Exercícios para estimular a formação de palavras são ótimos quando a dificuldade é trocar sílabas na linguagem escrita e falada, muito comum na dislexia.

- Para ajudar na pronúncia da letra e estabelecer a diferença no seu formato, experimente trabalhar com recortes de letras e pedir para a criança classifica-las em conjuntos.

- Histórias infantis em livros ilustrados sempre são uma boa pedida na infância. Mas, para crianças disléxicas, se os livros estão acompanhados de áudio, fica muito mais fácil para elas compreenderem o que está escrito. 

- Ler junto dos filhos é uma boa estratégia também para que eles consigam identificar as pausas e entender como funcionam as pontuações. Em outras pausas, faça perguntas sobre o enredo, estimulando a criança a compreender melhor o entendimento.

- Habitue a criança a entender mais as quatro operações matemáticas com a ajuda do xadrez e do sudoku. O uso de objetos, como moedas, palitinhos e bolinhas auxiliam nessa compreensão dos cálculos. Isso também pode ser estendido ao fazerem a lição de casa, usando gráficos, diagramas e brinquedos educativos.

- A dificuldade nos cálculos também pode estar em ver os números do relógio. Por isso, ao invés de presentear a criança com um relógio de ponteiros, prefira uma versão digital.

- Sempre se lembre de facilitar a comunicação da criança disléxica, ajudando-a a se expressar com perguntas e pedindo mais informações para que ela fique menos confusa ao elaborar e falar uma ideia.

Tudo é uma via de mão dupla: é preciso ter paciência e compreensão para lidar com a dislexia, enquanto as crianças precisam ser motivadas para querer aprender. Não se esqueça de fazer elogios a cada progresso delas, estimulando cada vez mais melhoras! 



Fonte: Instituto MRV
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