24
Jun 2019

A sensibilidade na lida com o autismo infantil

Indo contra a maré de pessoas que generalizam o autismo, é bom frisar que cada autista tem reações diferentes do outro, uma vez que o transtorno é manifestado em níveis variados.
Generalizar o autismo e suas características nunca será o melhor caminho para entender o transtorno.
Porém, resistência a mudanças, hipersensibilidade e dificuldade no contato físico fazem parte do quadro da maioria das crianças nessa condição. A partir daí, é possível estabelecer algumas "regrinhas" para ter um contato amigável com elas, principalmente respeitando sua maneira de interagir com o mundo.

É preciso combater o preconceito que resiste até hoje em relação ao autismo, apesar do conhecimento médico vasto e o acesso à informação. De acordo com a ONU, uma em cada 68 crianças apresenta algum transtorno do espectro do autismo atualmente.

Para entender melhor como lidar com os pequenos e pequenas autistas, confira as dicas a seguir:


SAIBA SE COMUNICAR

·        Module sua voz, fazendo entonações que ajudem a criança a identificar emoções.

·        Gesticule a fim de mostrar que você tem interesse em entende-la.

·        Use palavras simples e curtas.

·        Converse sobre assuntos que a agradem.

·        Sobretudo, tenha paciência: dê tempo para a criança processar as informações.

 

CHAME A ATENÇÃO

·        Nos momentos em que ela está relaxada, use estímulos visuais criando ambientes físicos, minimizando estímulos de distração (como luz e sons).

·        Figuras, imagens de objetos e paisagens podem facilitar sua aproximação.

 
CUIDADO COM O TOQUE E AS PALAVRAS USADAS

·        Lembre-se da característica da hipersensibilidade. Tenha cuidado com a intensidade da sua voz, tom e até abraços.

·        Se perceber que uma determinada palavra incomoda a criança tente entender o que pode significar para ela.


EM CASO DE SUSTOS, ACALME-A

·        Primeiro, descubra o que a assustou e elimine o estímulo.

·        Se a criança se debater ou sacudir o corpo, afaste objetos que possam feri-la.

·        Ao proteger sua cabeça, deixe uma almofada sob ela ou pegue a criança no colo. Massagens nas têmporas, ombros, costas ou pés também ajudam. 



Fonte: Instituto MRV
Compartilhe