5
Nov 2018

É preciso escutar as crianças

Como bem dizia o pediatra polonês Janusz Korczak, que dedicou sua vida às crianças,  "não deve se abaixar até a criança, mas elevar-se a ela, e ao seu modo de ver e compreender as coisas". É verdade que realmente devemos conversar com os pequenos na mesma altura dos olhos, mas de que adianta fazer se não prestamos verdadeiramente atenção no que eles têm a dizer?

Com o domínio das redes sociais e smartphones atualmente, esse tipo de conversa tem ficado cada vez mais escasso, dando lugar a bate-papos por escrito, de tela em tela, sem o calor humano, as reações espontâneas e os sentimentos envolvidos. É fundamental que os adultos interrompam a ideia equivocada de que crianças não têm sua própria voz, não têm uma opinião, para que as escutem com o mesmo interesse com que escutam outros adultos.

Se esse pensamento empático não for suficiente, a neurociência endossa: é necessário haver um vínculo socioafetivo constante para que a criança possa se desenvolver de forma completa e sadia durante a primeira infância, o que servirá de base para que outras habilidades cognitivas e emocionais nasçam. Como a própria linguagem, por exemplo. Além disso, uma pesquisa da Universidade de Washington apontou que essa linguagem, para ser aprendida, precisa de um contexto de interação social que vai muito além de transmissão de telas.

Interação dialógica é essencial para evoluirmos como pessoas, o que inclui saber escutar. Por isso, escutar uma criança é um direito dela, e um ato humano. Só assim elas crescerão como adultos que sabem emitir suas opiniões de maneira livre.



Fonte: Instituto MRV
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