22
Aug 2019

Justiça para todos. E não para uns.

Em 23 de agosto, Dia Mundial de Combate à Injustiça, enfatizamos que, para saber erradicá-la, é preciso reconhecê-la. Mas a definição de injustiça social tende a ser multifacetada, dependendo do aspecto e das condições em que é analisada. O que podemos saber de antemão é o padrão dessa injustiça ocorre quando dois indivíduos semelhantes e em iguais condições recebem tratamento desigual.

Seu contraponto, a justiça, considera nas pessoas as virtudes ou os méritos, trata os seres humanos como iguais e de acordo com suas necessidades, suas capacidades ou tomando em consideração tanto umas quanto outras. Só que, como a justiça é feita pelos homens, ela pode tanto ser aperfeiçoada à medida que as sociedades também se desenvolvem (economicamente e na ampliação de direitos civis, políticos e/ou sociais), quanto expressar interesses parciais. Isso, infelizmente, não é incomum, quando percebemos o número de casos em que elites econômicas e sociais são contemplados em detrimento dos mais vulneráveis.

No Brasil

Aqui, as causas da injustiça social são muitas e profundas. Além da dívida com a escravidão e suas consequências, hoje, diversas pesquisas sociais confirmam que a injustiça atinge negros, mulheres (que tendem a recebem salários menores que os homens), a população mais pobre.

Em boa parte dos países pobres, aliás, assim como no Brasil, a concentração de renda é um dos fatores cruciais para a existência da injustiça social (além da corrupção e impunidade). É sabido como aqui a má distribuição dos recursos produzidos é gritante. Parte de nossas riquezas está nas mãos de poucas pessoas/empresas, enquanto o outro lado da população não tem acesso a emprego, educação, saúde, moradia, alimentação etc. Mas a esperança sempre se estabelece quando percebemos que é no regime democrático que surgem possibilidades da participação, do debate e da indignação popular frente às injustiças sociais. A população brasileira vem cobrando com cada vez mais força atitude por parte dos atores políticos; queremos medidas eficientes e eficazes de políticas sociais inclusivas. 




Fonte: Instituto MRV
Compartilhe