13
Mar 2019

Menos 1,3 milhão de alunos em quatro anos

O número de matrículas na Educação Básica registrou queda pelo segundo ano consecutivo, segundo dados do Censo Escolar 2018.  

Foram registradas 48,5 milhões de matrículas nas 181,9 mil escolas de Educação Básica da rede pública e privada, o que representa uma queda de 3,1% em relação à 2017. Entre 2014 e 2018, a Educação Básica “perdeu” 1,3 milhão de alunos matriculados e, hoje, o Brasil tem cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos fora da escola.
 
Quanto ao Ensino Médio, foi o que registrou maior recuo, com 220 mil jovens a menos de 2017 para 2018. A explicação estaria na passagem do Fundamental 2 para o Ensino Médio: há uma queda nas matrículas já no 9º ano do Ensino Fundamental, o que levaria à diminuição dos alunos que vão para a etapa seguinte.

Já no Ensino Fundamental, a tendência de queda acompanha o movimento dos últimos cinco anos. Entre as etapas, essa é a que concentra mais alunos, com 27,2 milhões em 2018, o que representa 4,9% a menos do que em 2014.

No entanto, o Censo Escolar mostra que a grande maioria das crianças e jovens está matriculada na rede pública: são aproximadamente 39,5 milhões, o que representa 81,44% do total. E, na Educação Infantil, a tendência é inversa e aponta para crescimento: mais de 8,7 milhões crianças estão matriculadas, com 236,4 mil crianças a mais em relação a 2017.  

O que explica essa queda geral nas matrículas, apontada acima, é a distorção idade-série. Segundo os números levantados pelo instituto, a taxa de distorção idade-série vai aumentando ao longo do Fundamental, atingindo 28,2% no Ensino Médio – sendo um índice maior na rede pública. Esse fenômeno está ligado ao baixo nível de aprendizagem, que seria resultado de uma série de fatores, incluindo qualificação do professor, levando ao aumento da reprovação e da evasão.
 



Fonte: Instituto MRV
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