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Oct 2019

Professor ensina. E ser professor, também.

Ser professor, no Brasil, não é nada fácil. Raro é encontrar alguém que discorde disso.  A paixão por ensinar que move esses profissionais no dia a dia constantemente bate de frente com a impotência sobre os desafios sistêmicos da educação, ainda que continuem estudando para tornar sua prática cada vez melhor.

Ensinar é uma técnica que pode ser aprendida, seja com projetos bem definidos, seja com disciplina e rigorosidade. Muitos professores também acreditam no afeto e na construção de uma identificação com os alunos, como forma de motivá-los a se engajar nos processos de aprendizagem.

Escolas públicas com liberdade para esse tipo de iniciativa podem desenvolver um trabalho de maior autonomia e liberdade em comparação com o que é feito em escolas privadas. Quem trabalha diariamente como servidor público entende o poder transformador da educação porque, diante das adversidades diárias, sabe que não há outra forma de mudar o mundo senão pela educação.

Mas, enquanto parte dos professores busca maneiras de dar conta dos desafios que ultrapassam as responsabilidades do profissional docente, outros se paralisam. Então, o aprendizado fica sempre no pêndulo entre paralisia e movimento.

Diante desse cenário, como proceder? Por quais caminhos podemos percorrer, a fim de mudar a realidade dos mestres brasileiros? Pesquisas recentes apontam que muitos professores se sentem tão sozinhos quanto impotentes para exercer o grande propósito da sua profissão. É uma batalha constante entre o prazer de ensinar e a frustração de não conseguir fazer os estudantes aprenderem. Para comprimir ainda mais essa sensação de fracasso, muitos professores sentem o peso de serem vistos como os únicos responsáveis por transformar a realidade das comunidades em que atuam. Com razão, sentem-se vulneráveis.

Ou seja, falta um ambiente que facilite o diálogo e a colaboração entre os colegas. A troca de experiências para construir um projeto de educação ou entender como enfrentar a rotina profissional junto das capacidades e incapacidades dos alunos é essencial. Como nós, que estamos "de fora", podemos ajudar os professores nessa missão? Não deixe de compartilhar com a gente.




Fonte: Instituto MRV
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