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May 2019

Professor: espécie em extinção?

Vamos direto ao ponto: por mais que as novas tecnologias estejam cada vez mais sofisticadas e úteis em vários aspectos do nosso dia a dia, seja pessoal, profissional ou educacional, é difícil que elas substituam um professor.

O problema é que, tendo isso claro à nossa frente, a realidade inverte a lógica: cada vez mais as pessoas desprivilegiam a importância do profissional, assim como eles mesmos estão abandonando a vocação de ensinar.

Uma pesquisa do Todos Pela Educação, de 2017, mostra que apenas 14% dos jovens de Ensino Médio querem fazer do ensino sua vida. Esse número tão baixo encontra resposta na desvalorização social e salarial. E, mesmo com a queda de estudantes presentes em sala de aula no futuro, a tendência é que não tenhamos bons professores suficientes para supri-los. O que fazer, então?

Se olharmos essa estatística pela janela do positivismo, podemos enxergar uma oportunidade valiosa de pagar e formar melhor nossos professores com sistemas inteligentes como possíveis auxiliares da Educação. A tecnologia não substitui, mas ajuda. Assim, o cenário pode ser revertido em médio a longo prazo, aliando qualidade de vida para os profissionais e mais incentivo dentro da escola, evitando a evasão estudantil. Nosso exemplo está do outro lado do oceano, mais precisamente na Finlândia e na Coreia do Sul, onde a visão do papel do professor como insubstituível e como parte dos sonhos de seus povos transformaram a Educação por lá.

O Brasil está, sim, atrasado, mas sempre há tempo de nos unirmos para planejar professores para o futuro. Até porque, sem eles, não existe futuro.




Fonte: Instituto MRV
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