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Apr 2019

Quem usa celular na escola não liga para o aprendizado?

Pesquisas da Escola Digital Segura, realizadas em escolas públicas e privadas, busca identificar os problemas mais comuns nas instituições de ensino do Brasil. Dados recentes apontam que 64,4% dos colégios brasileiros escutados relatam uso inadequado do celular a ponto de atrapalhar as aulas.

Entre as principais causas de ocorrências, conflitos em grupos de WhatsApp representam 76,2% dos casos. Mas, sabendo que não é possível banir a internet da vida das pessoas, 83% das escolas pesquisadas afirmam terem atividades pedagógicas sobre ética e segurança digital.

Com o “proibido proibir”, a solução é usar o celular positivamente para o aprendizado. Afinal, a ferramenta facilita o entendimento do aluno, mas são necessárias regras que os auxiliem na descoberta de outras utilidades do aparelho.

De acordo com o Comitê Gestor da Internet (CGI), 82% das crianças e adolescentes usam o celular para acessar a internet, facilitando novas formas de pesquisar e aulas online em prol da aprendizagem. Para fazer com que o celular seja foco desse tipo de interação, em detrimento de outros tipos que corroborem com o mau desempenho nas aulas, aqui vão algumas regras:

- Em sala de aula, os celulares podem ser permitidos apenas para uso pedagógico, a critério do professor, como na realização de pesquisas para a melhor compreensão de determinados assuntos.

- Dependendo do caso, deixar os celulares com internet desligada quando os alunos chegam, sendo religada somente após o sinal de intervalo e saída, pode ser uma solução.

Medidas assim estimulam uma socialização maior e não virtual, além de promover maior aproximação e integração entre os estudantes, que buscam maneiras diferentes de utilizar seu tempo livre.

O fato é que temos que nos adaptar às novas realidades, e o vício tecnológico é uma delas. Então, o melhor a se fazer é tentar converter seus efeitos negativos em efeitos positivos, criando possibilidades, negociando situações e diminuindo conflitos. 



Fonte: Instituto MRV
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